Modalidades de ginástica competitiva

A ginástica moderna, regimentada pela Federação Internacional de Ginástica, incorpora as seguintes modalidades distintas:

  • Ginástica artística – A ginástica artística foi a primeira ramificação da ginástica em si, em matéria de combinação de exercícios sistemáticos, criada para diferenciar as técnicas e os movimentos criados das práticas militares. A sua introdução nos Jogos Olímpicos da era moderna, fez com que a ginástica passa-se a ser considarada um desporto olímpicos. Os ginastas devem mostrar força, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e graça.
  • Ginástica rítmica – Foi no século XVI que se começa a praticar a ginástica ligada ao ritmo. A partir disso, foram mais de duzentos anos até se tornar um conjunto uniforme de dança. Mais tarde, obteve sua independência da modalidade artística e passou a ser um sistema organizado, com aparelhos e competições próprios, criados em 1996, tornou-se um desporto olímpico, cem anos após a entrada da ginástica em Jogos Olímpicos. Esta modalidade envolve movimentos de corpo em dança de variados tipos e dificuldades combinadas com a manipulação de pequenos equipamentos. As atletas, durante as suas apresentações, devem mostrar coordenação, controle e movimentos de dança harmónicos e sincronizados com as suas companheiras e a música.
  • Trampolim acrobático – Enquanto desporto, o trampolim foi criado por George Nissen, em 1936, e institucionalizado como modalidade desportiva nos programas de Educação Física nas escolas, universidades e treinos de militares. Como modalidade regida pela FIG, o trampolim consiste em liberdade, voo e espaço.
  • Ginástica acrobática –Esta modalidade tem como objetivo o trabalho em grupo e a cooperação. Confiar no parceiro é essencial para o trabalho em equipa, que consiste em beleza, dinâmica, força, equilíbrio, destreza, coordenação e flexibilidade. Os acrobatas em grupo devem executar três séries: de equilíbrio, dinâmica e combinada. Todas as apresentações são realizadas com música, a fim de enriquecer os movimentos corporais.
  • Ginástica aeróbica – Esta modalide foi inicialmente desenvolvida para o treino de astronautas. Mais tarde, a iniciativa foi continuada por Jane Fonda, que expandiu o programa técnica e comercialmente para se tornar a popular fitness aerobics. Esta disciplina requer do ginasta um elevado nível de força, agilidade, flexibilidade e coordenação.
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Categorias de ginástica

Recentemente, a ginástica, inicialmente tida como prática física, passou a ser dividida e estruturada em cinco campos de atuação:

  • Ginástica de condicionamento físico engloba todas as modalidades que tê como objetivo a aquisição ou a manutenção da condição física da pessoa;
  • Ginástica de competição – aglomera todas as modalidades competitivas;
  • Ginástica fitoterapêutica – responsáveis pela utilização do exercício físico na prevenção ou tratamento de doenças;
  • Ginásticas de demonstração – têm como principal função a interação social e a partilha da aprendizagem e da evolução gímnica;
  • Ginástica de Consciencialização Corporal – foca-se em reunir novas propostas de abordagem do corpo na busca da solução de problemas físicos e posturais.
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História da Ginástica

A ginástica fez parte da vida do homem pré-histórico enquanto atividade física, pois detinha um papel importante para sua sobrevivência, expressada, principalmente, na necessidade vital de atacar e defender-se. O exercício físico era transmitido através das gerações e fazia parte dos jogos, rituais e festividades.

A ginástica, enquanto prática metódica de exercícios físicos, já era utilizada por volta de 2 600 a.C., nas civilizações da China, da Índia e do Egito, onde se valorizava o equilíbrio, a força, a flexibilidade e a resistência. Este conceito começou a desenvolver-se pela prática grega e foram os gregos os responsáveis pelo surgimento das primeiras escolas. O seu estilo nascia da procura de um corpo são, mente sã e do ideal da beleza humana. Em Atenas, ao completarem dezoito anos, os rapazes iam para os ginásios, onde eram dirigidos pelos ginastas e formavam-se inseridos num ambiente em que se exibiam obras de arte e onde os filósofos se reuniam para discutir sobre a união corpo e mente. Na Roma, adquiriu um novo nome, ginástica higiénica, no entanto, já que os romanos viam o culto físico como algo diabólico e decretaram o fim dos Jogos Olímpicos antigos, nos quais estava inserida a ginástica enquanto festividade e preparação. Mesmo assim, parte do povo manteve o culto ao corpo e a educação física como práticas secretas.

Na Idade Média, a ginástica perdeu sua importância devido à rejeição do culto ao físico e à beleza do homem, ressurgindo somente na fase renascentista. Durante o século XIX, a ginástica passou a refletir apenas o significado de prática desportiva moderna, deixando de ser preparação militar, juntando-se, assim, a outras atividades, como o atletismo praticado nos Jogos Olímpicos antigos. Nesta época, surgiram e desenvolveram-se a escola inglesa, a alemã, a sueca e a francesa.

Ainda no século XIX, surgiu a entidade que passou a regrar as práticas do desporto: a Federação Europeia de Ginástica. Em 1921, a FEG tornou-se a atual FIG (Federação Internacional de Ginástica). Atualmente, é considerada a organização internacional mais antiga responsável pela estruturação da ginástica.

A ginástica é disputada nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, em Atenas, em 1896. Durante trinta anos, apenas os homens competiram nas provas da ginástica artística. Em Los Angeles, em 1984 a ginástica rítmica, de disputa exclusivamente feminina, foi introduzida no calendário, e a ginástica de trampolim integrada no programa desde os Jogos de Sydney em 2000.

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